Um espaço de aprendizagem

Posts by Aster

Queerspectivas 4: Experiências de fluidez de gênero  0

Queerspectivas: Experiências de fluidez de gênero

Queerspectivas é uma série de transmissões ao vivo (que depois são gravadas e postadas) feitas com o objetivo de pessoas com certas identidades poderem falar sobre suas próprias experiências sem terem que depender de painéis conduzidos por pessoas que não fazem parte do grupo, ou que são voltados a grupos completamente alheios às questões tratadas na transmissão.

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Errr… o Nextcloud tá apontando um tamanho de arquivo diferente do meu computador, então avisem se esta versão der problema, ok?

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Queerspectivas 3: Não-binaridade e narrativas trans  0

Queerspectivas é uma série de transmissões ao vivo (que depois são gravadas e postadas) feitas com o objetivo de pessoas com certas identidades poderem falar sobre suas próprias experiências sem terem que depender de painéis conduzidos por pessoas que não fazem parte do grupo, ou que são voltados a grupos completamente alheios às questões tratadas na transmissão.

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Queerspectivas 2: Experiências aroespectrais  0

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“E se eu for intersexo?”  0

Bandeira Intersexo

Imagem: Uma bandeira intersexo composta de 5 faixas verticais do mesmo tamanho, nas cores roxa, amarela, branca, amarela e roxa, com três formas parecidas com corações uma por cima da outra no centro da bandeira, sendo a mais de trás (que está mais para cima) azul, a do meio roxa e a da frente/de baixo rosa.

 

Esta é uma pergunta que eu já tive, e uma pergunta que já vi muitas outras pessoas tendo. Como não existem muitos recursos direcionados a isso, eu gostaria de dar minhes opiniões e palpites.

Aviso de conteúdo: Este é um texto direcionado a pessoas que estão questionando ser intersexo, e portanto falo sobre formas que pessoas já descobriram ser intersexo. Isso inclui “tratamentos corretivos” na infância e descrições de características sexuais.

 

 

Por que você quer saber que é intersexo?

Embora isso não faça diferença em relação a alguém ser ou não intersexo, descobrir a própria intersexualidade pode custar dinheiro e tempo, além de poder ser estressante. Procurar ser intersexo por validação externa pode acabar não valendo a pena, especialmente se o fim dessa jornada pode acabar resultando em indeterminação ou em determinação de uma corporalidade perissexo.

Ninguém precisa ser intersexo para:

  • Interagir/conviver com pessoas intersexo;
  • Justificar uma desconexão com o gênero designado ao nascimento;
  • Ser uma pessoa trans;
  • Ser uma pessoa não-binária;
  • Ir a eventos intersexo abertos a públicos gerais;
  • Ajudar coletivos, organizações e outros grupos intersexo.

Sei que muitas pessoas buscam ser intersexo para conseguirem justificar serem trans e/ou não-binárias, então vou reforçar aqui: corporalidade não justifica gênero. Ser intersexo não prova que alguém é não-binárie. Existem pessoas que são do gênero designado ao nascimento, que são de algum gênero binário que não foram designadas ao nascimento e pessoas não-binárias tanto entre pessoas intersexo quanto entre pessoas perissexo. Você não precisa justificar sua identidade de gênero com intersexualidade, e é até provável que isso não funcione.

A maioria das variações intersexo não são vistas como tal pela comunidade médica, já que intersexo é um rótulo social. Tentativas de justificar alguma identidade cisdissidente com corporalidade intersexo vão ser furadas por “não, você é [gênero designado], só tem um probleminha que pode ser resolvido”. É até possível que pensem que ser intersexo faz parte de sua “confusão acerca da identidade de gênero”.

Além do mais, experiências intersexo são variadas (tanto pelas diferentes variações intersexo quanto pelas diferentes situações que alguém pode ter passado dentro de certa variação) e não garantem sabedoria automática em relação a questões intersexo. Fazer um teste de cromossomos aos 30 anos e se descobrir intersexo por ser XYY não dá a alguém a experiência de uma pessoa que passou por cirurgias e/ou terapia hormonal por conta de sua intersexualidade.

Ser intersexo geralmente não significa ter crescido em um ambiente onde a maioria das pessoas em volta possuem a mesma marginalização (da mesma forma que, por exemplo, ser pobre), ou que a pessoa precisou questionar ao menos algumas normas sociais para conseguir entender o que é (da mesma forma que, por exemplo, ser não-binárie). Então pode ser comum achar pessoas que sabem que possuem tal variação intersexo, mas que só se veem como doentes porque é isso o que disseram a elas pela vida inteira, e que acham absurdo serem classificadas como fora de “seu sexo biológico” ou como LGBTQIAPN+ por conta de tal “doença”.

Por conta disso, por mais que variações intersexo sejam comuns, nem toda pessoa intersexo vai ser uma aliada na luta contra o diadismo, ou na luta contra cissexismo e heterossexismo. E nem toda pessoa intersexo vai se reconhecer como tal. Novamente, ser intersexo não garante entendimento nenhum sobre questões intersexo ou LGBTQIAPN+, e querer se dizer intersexo só para poder entrar em mais discussões acerca do assunto pode não ser uma boa ideia.

 

 

As várias jornadas possíveis

Existem dezenas de variações intersexo, então obviamente elas podem acabar sendo descobertas de formas diferentes.

Algumas pessoas decidem pesquisar sobre alguma medicação estranha que tomaram na adolescência e descobrem que era terapia hormonal. Outras pessoas descobrem em seu histórico médico que passaram por várias cirurgias sem ter idade suficiente para ter memórias disso, e, perguntando para responsáveis e/ou hospitais, descobrem que a cirurgia foi para remover gônadas consideradas inadequadas e/ou para “corrigir” a genitália.

Algumas pessoas fazem exames hormonais por qualquer motivo e descobrem que seus níveis hormonais são diferentes dos esperados. Ou fazem exames de cromossomos que retornam resultados diferentes dos esperados. Ou tentam fazer exames de útero e descobrem que sua genitália é atípica, que suas gônadas funcionam de forma diferente ou que na verdade não possuem útero.

Algumas pessoas passam por mudanças inesperadas na adolescência, como algum crescimento de seios ainda que a pessoa tenha sido designada homem ao nascer, ou como crescimento de barba ainda que a pessoa tenha sido designada mulher ao nascer. Também pode acontecer que a pessoa não passe por nenhum tipo de mudança esperada, por não produzir ou ser afetada por estrogênio e/ou testosterona.

Algumas pessoas acabam se deparando com a informação de que seus falos são maiores do que o esperado (clitoromegalia), ou menores do que o esperado (micropênis, afalia).

Com mais informação sendo difundida sobre questões intersexo, agora é possível que pessoas pesquisem sobre o assunto mesmo que não hajam sinais “óbvios” de ser intersexo. Embora eu ache que este seja um questionamento saudável – afinal, parte do diadismo é a questão de pessoas não questionarem que mais de dois sexos serem possíveis – não é sempre uma questão fácil de responder.

 

 

Se você não tem certeza, pergunte-se…

  • Você já sentiu que seu corpo teve um desenvolvimento de características sexuais diferentes das esperadas, ainda que ele não possa ser justificado por conta de acidentes, cirurgias ou terapia hormonal (incluindo bloqueadores de hormônios)?
  • Você passa, passou ou tem motivo para achar que passa/passou por terapia hormonal ou cirurgias relacionadas com características sexuais sem o seu consentimento?
  • Você passa ou passou por algum problema que poderia ser justificado pelos seus níveis de hormônios sexuais serem atípicos naturalmente (incluindo: quantidade/grossura de pelos no corpo, ciclos menstruais irregulares, problemas onde uma consulta médica resultou em medicação que afeta hormônios sexuais)?

Se você acha que a resposta é sim, você pode sair procurando por variações intersexo que possam justificar isso. Ou não; é possível que nenhuma pareça se encaixar ainda que suas experiências sejam reconhecidas como intersexo pela maioria. Você pode querer fazer exames para ter certeza se possui uma variação intersexo específica, como síndrome do ovário policístico ou hipogonadismo, mesmo que os resultados só digam essas coisas sem conter a palavra intersexo. Ou, se o caso é que você suspeita de modificações corporais, você pode ir atrás de seu histórico médico.

É possível que as suspeitas não confirmem nada. Afinal, sempre vai existir um limite entre onde ser perissexo termina e onde ser intersexo começa; será que é um micropênis ou um pênis? Quantos pelos grossos precisam aparecer pra contarem como ter barba? Nestes casos, acho bom se perguntar: faz sentido chamar as experiências relacionadas a isso de experiências intersexo? Este é um rótulo útil para elas?

Se nada disso parecer familiar, ainda é possível que você seja intersexo. Afinal, você só tem a própria experiência e pode não vê-la como diferente das demais, ou você pode ter uma variação intersexo que passou despercebida (como alguma que é puramente relacionada a cromossomos). Porém, também é possível que você não seja intersexo.

Você pode fazer exames para conferir níveis hormonais e cromossomos, mas, a não ser que haja um desejo muito grande de ter certeza, eu não vejo muitos motivos pra fazer isso. Exames são caros e demorados; qual a vantagem em querer tanto provar ser intersexo, sem nem ter tal certeza?

Observação: É em inglês, mas o site da ISNA tem várias informações sobre variações intersexo aqui. O máximo que chega perto disso em português, até onde sei, são páginas da Wikipédia sobre o assunto. Vale lembrar que nenhuma destas páginas contém uma lista completa de variações intersexo.

 

 

Umas últimas informações

Independentemente de você ser intersexo, tente ler sobre questões intersexo. Tem a página do Facebook da ABRAI, umas postagens sobre intersexualidade em Transadvocate Brazil e diversos blogs, vlogs e perfis de pessoas intersexo por aí.

A comunidade intersexo é muitas vezes dividida em uma série de questões: se tal variação conta ou não conta como intersexo, se tal bandeira representa bem a comunidade ou é ofensiva, se pessoas que não são intersexo devem ser chamadas de perissexo, endossexo ou diádicas, se a palavra intersexual é ofensiva ou não. Recomendo prestar atenção nas divergências e não tentar corrigir pessoas intersexo que discordam de você ou de sue blogueire intersexo preferide, especialmente se a pessoa não parecer aberta a mudar de ideia.

Mesmo assim, a maior parte da comunidade – ao menos de suas partes mais alinhadas com ativismo intersexo – concorda que cirurgias em bebês e crianças pequenas precisam acabar, assim como terapia hormonal sem consentimento. A maioria entre essas pessoas também vai ser contra a designação de gênero/sexo ao nascimento de qualquer pessoa, mas especialmente contra a designação coerciva de pessoas intersexo.

Se você for (ou se descobrir) intersexo e quiser se envolver mais na comunidade, fale com pessoas intersexo que você conhece, contate a ABRAI (que possui Instagram também) ou tente postar sobre isso em nosso fórum em alguma área apropriada.

Alonorma tóxica: Recorte racial dentro da assexualidade  0

Bandeira assexual feita por InspectorCaracal. É um retângulo dividido em três faixas diagonais que vão do canto superior direito até o canto inferior esquerdo, nas cores preta, roxa e cinza clara.

 

Esta postagem foi escrita por Sara Hanna, do Coletivo Abrace.


Alornorma (e sexonorma) é o que impõe que só se é adulte saudável quando sente atração e pratica relações sexuais.

Um exemplo clássico para entender como alonorma (fazendo combo com heteronorma e amatonorma) é desejável e imposta desde que somos crianças é que muitas pessoas foram constrangidas quando pequenas a darem beijo, segurar mão ou qualquer contato físico em algume coleguinha (sendo de outro gênero) contra sua vontade, em rodas onde adultos comentavam que eram namoradinhes. Algo bem traumático e abusivo, na verdade, mas que é extremamente naturalizado como “apenas brincadeira”.

Existe uma série de problemas que surgem desta premissa (sugiro que veja a postagem anterior sobre alonorma para ter mais informações), mas aqui gostaríamos de fazer o recorte racial para deixarmos explícitas algumas questões específicas que fazem com que a alonorma seja ainda mais tóxica para corpos racializados.

Racismo nas atrações românticas e/ou sexuais é algo geralmente visto como a repulsa a pessoas que fogem do estereótipo de aparência eurocentrado como padrão de beleza, e sim, isso também é racista. No entanto, o racismo tem inúmeros braços e não à toa permeia todas as esferas da sociedade, então ele pode também se apresentar de uma forma muito cruel, pois se veste de “herói” quando apresentado: o racismo objetificador.

Digo cruel pois é fantasiado de elogios sobre a aparência, principalmente sobre os corpos, de pessoas racializadas. Aliás, estes corpos são vistos apenas como corpos, algo desligado de sua personalidade, cultura, histórico ou o que faça da pessoa indivíduo (isso é a objetificacão, algo que torna alguém um adorno ou passível apenas de desejo de consumo, admiração ou posse, retirando no imaginário sua essência, discernimento e capacidade de consentir).

Por muito tempo a naturalização da objetificação de corpos negros, principalmente, como foco de desejo sexual ilustrou bem isso. E para todos os grupos considerados grupos étnicos diferentes dos padrões europeus, existe essa objetificação.

Existe uma forte fetichização de mulheres do leste da Ásia; erotização de corpos de pessoas árabes desde a infância, onde meninas são vistas como dançarinas do ventre e meninos viris; expectativa sobre tamanhos de órgãos genitais de homens ou pessoas lidas homens negras e árabes, enfim, são inúmeros exemplos de como a alonorma e a sexonorma são, além de machistas, gordemísicas, capacitistas, muito racistas.

Pessoalmente, como uma pessoa lida mulher e descendente de árabes ouvia desde criança de homens adultos que iam me trocar por camelos, ou que eu devia rebolar bem, pois árabes dançavam dança do ventre, piadas sexuais sobre “meu povo” ter sangue quente ou me pedirem em casamento, porque “na minha terra” as meninas podiam casar com 9 anos de idade (Embora eu seja brasileira, sempre deixavam muito claro que em algum outro lugar eu tinha um “meu povo”, “minha gente”, “minha terra”, e eu não entendia o que isso queria dizer). Já ouvi mulheres negras dizendo que ouviam coisas semelhantes na infância, também coisas muito além disso, e que igualmente deviam saber rebolar e sambar. Homens negros, inclusive gays, vivem recebendo insinuações sobre tamanho de pênis. Mulheres do leste da Ásia ou descendentes, que são vistas como bonecas humanas, que se pode fazer tudo sem consentimento, e os homens leste-asiáticos têm constantemente seus corpos sendo motivos de chacota, desde a estatura ao tamanho de seus pênis … Enfim, inúmeros casos podem ser citados, mas o que se critica aqui é a estrutura disso, é a norma social que naturaliza que corpos sejam vistos como sexuais sem consentimento, menosprezados, ou que para alguns corpos só restem interações sexuais, pois estes corpos não são vistos como parte de alguém com consciência, gostos, um conjunto de vivências e particularidades como outros, e principalmente, com direito a dizer “não”.

Se uma pessoa tem seu corpo objetificado a vida toda sem consentimento isso pode afetar todas suas interações, algumas vezes de forma permanente. Se além disso não for branca e for assexual, pode passar por experiências específicas, por isso o recorte se fez necessário.

Você pode se perguntar ‘por quê isso tem a ver com alonorma e sexonorma e não só com racismo?’, porém basta se perguntar de onde vem a ideia de que é preciso sempre ter uma opinião sobre a aparência das pessoas? Dizer se acha ou não alguém atraente? Onde é formada a noção de “atração física” ser algo relevante para todas as interações humanas entre adultes (até profissionalmente as pessoas são analisadas e classificadas como atraentes ou não) e se você não sente essa atração é infantil ou moralista? Onde se cria a ideia de que só quem é saudável é quem sente atração sexual e quem não sente é doente? E que corpos são mais rejeitados? E quais são mais objetificados? De várias formas somos ensinades a erotizar, sexualizar, desejar, paquerar, como regra social, e sendo a sociedade racista, evidente que dentro dessas interações existam peculiaridades reservadas aos grupos que não estão nesse padrão racista.

A alonorma e sexonorma são tóxicas e naturalizam isso quando a sociedade acha normal que estereótipos raciais ainda sejam veiculados em comerciais, livros, filmes, jornais, revistas, novelas, e não se faz barulho contra isso, não se para de consumir, de assistir, de apoiar de qualquer forma… E sei que há quem argumente que existem atrizes cis, hétero e brancas que também são sexualizadas, por exemplo, mas aí a crítica seria ao machismo estrutural que impõe que corpos lidos femininos sejam sempre representados de forma erotizada, não cabendo por muito tempo às mulheres muitas alternativas para serem respeitadas senão imitando alguns comportamentos da masculinidade vigente. Porém aqui o recorte é só racial. Futuramente faremos o recorte de gênero, pois infelizmente a alonormatividade é tóxica em várias esferas.


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Algumas cunhagens de 2020  0

Na imagem acima, podem ser vistas bandeiras leux, exparmasculina, queegênero, de quem sente atração fixual, urbanox, excentrigênero, forte, coexta, feminec e pluruna.

Esta é uma compilação de alguns dos vários termos relacionados a ser LGBTQIAPN+ cunhados no ano de 2020.

Como vários termos estão sempre sendo cunhados, não há como acompanhar tudo em nossas listas e outras páginas informativas; e esta nem é nem nunca foi nossa prioridade. Alguns dos termos daqui já foram colocados em outras páginas, outros talvez sejam no futuro, e outros podem acabar não recebendo nenhum destaque além desta postagem.

 


 

Um retângulo composto por 17 faixas verticais em várias cores, sendo a do meio mais grossa do que as outras, e sendo que as cores das faixas da direita e da esquerda são espelhadas.

Bandeira forte

Forte- é uma orientação para pessoas cuja atração é baseada nas chances de ter um relacionamento com alguém. Enquanto pessoas procul só sentem atração por pessoas distantes ou personagens, pessoas forte sentem atração por pessoas que seriam capazes de ter um relacionamento com elas.

Isso não significa que, por exemplo, uma pessoa forterromântica precise saber que outra pessoa sinta atração por ela para começar a sentir atração. Basta saber que a pessoa é compatível em relação à proximidade, à orientação e/ou ao que a pessoa busca em um relacionamento.

Forte é uma orientação a-espectral. Foi cunhada em 27 de outubro por Dödstöld Package. Quem sabe alguém que se sinta desta forma cunhe um nome mais adequado para usar na língua portuguesa?


Um retângulo composto por 7 faixas horizontais do mesmo tamanho, sendo as três primeiras turquesas de um tom mais escuro até o mais claro, a faixa central branca e as três últimas faixas vinho, de um tom mais claro até um mais escuro.

Bandeira hélix

Hélix- é uma orientação para quem não consegue distinguir tipos de atração entre si por conta de neurodivergência.

Por exemplo, uma pessoa helixsexual pode não conseguir distinguir atração sexual de sensorial ou de outras atrações físicas por ser autista. Como outro exemplo, uma pessoa helixromântica pode não conseguir entender se o que sente é atração romântica, sexual, alternativa ou de outro tipo por sua neurodivergência.

Hélix é uma neuro-orientação, ou seja, uma orientação restrita a pessoas neurodivergentes por só funcionar para pessoas neurodivergentes. Também é uma orientação mais abrangente do que nébula, que tem um conceito parecido.

A cunhagem de hélix foi feita em 31 de julho por Ekene/Lexis.


Um quadrado composto por cinco faixas horizontais na proporção 6:4:5:4:6, nas cores verde, verde clara, cinza clara, roxa clara e roxa.

Bandeira ironetiana

Ironetiane é uma orientação para mulheres e pessoas não-binárias confortáveis com isso que sentem atração por pessoas que se encaixam em tal descrição, de forma que exclui completamente homens e pessoas não-binárias alinhadas com o gênero homem.

Foi um termo cunhado principalmente para pessoas que se viam/veem como lésbicas, mas que, por tal rótulo ser usado por lésbiques multi que sentem atração por homens (resgatando a ideia de usar lésbique do mesmo jeito que se usa sáfique), ou por lésbiques não-bináries que são parcialmente homens, preferem ter um rótulo separado que não possa incluir homens ou atração por homens por definição.

Ironetiane é uma orientação inclusiva de pessoas não-binárias (inclusive, as duas pessoas que cunharam o termo são não-binárias), ao mesmo grau que o termo lésbique não-binárie é; ou seja, nem todas as pessoas não-binárias vão se sentir confortáveis com o termo, nem as que também são trixen ou feminamóricas. Também inclui lésbiques que são inconformistas/não-conformistas de gênero e/ou linguagem, mulheres trans, pessoas transfemininas não-binárias e/ou pessoas transmasculinas (porque ser transmasculine não significa necessariamente ter a ver com ser homem).

Não foi um termo feito por pessoas que odeiam homens, quem sente atração por homens ou quem sente atração por múltiplos gêneros, e sim uma tentativa de cunhar um rótulo confortável para quem não quer associar a própria identidade com ser possivelmente homem ou atraíde por homens. Também não foi um rótulo feito para atacar lésbiques de qualquer tipo.

O termo ironetiane foi cunhado 3 de julho por Orchid e Naib.


Leux- é uma orientação vaga ou neblinosa que “foge” da pessoa que a tem quando ela tenta entendê-la. Esta orientação está sempre mudando, e não é possível que uma pessoa leux especifique por quem se atrai sem que sua orientação mude.

É uma orientação fluida, como abro ou merc, mas também tem uma ênfase extra na indefinição, como sans ou até mesmo cáligo.

Esta orientação foi cunhada em 20 de fevereiro por Dexter.


Um retângulo composto por 5 faixas horizontais, sendo que a primeira e a última são mais altas do que as outras. Suas cores são roxa, azul clara, cinza clara, azul clara e verde.

Bandeira pluruna

Pluruna- é uma orientação que descreve membres de sistemas que só sentem atração por quem está em seu próprio sistema ou em outro sistema específico, sem sentir atração fora de tais sistemas.

Para entender o que é multiplicidade (o que é fundamental para saber ao que esta orientação se refere), tem um artigo na Wikipédia (mal traduzido no momento) sobre isso, assim como recursos melhores em inglês sobre o assunto.

A orientação pluruna foi cunhada 15 de junho pelo sistema CS&G.


Atração fixual é um tipo de orientação definido por ter uma hiperfixação, um interesse especial ou outra conexão profunda baseada em neurodivergência direcionada ao alvo da atração.

Esta não é uma orientação equivalente a pan ou demi, e sim um tipo de atração, como atração sexual, romântica ou estética. Alguém pode ser, por exemplo, assexual, arromântique, aplatônique e torenfixual.

Este tipo de atração também pode ser usado por pessoas que não têm certeza sobre que tipo de atração estão sentindo por conta de sua hiperfixação ou similar. O equivalente a “crush” (queda) de atração fixual é fush.

O termo foi cunhado em 1 de setembro por Luigra.

Retângulo composto por 7 faixas horizontais na proporção 2:1:1:4:1:1:2. Suas cores são rosa, rosa clara, branca, roxa, branca, rosa clara e rosa.

Bandeira exparfeminina


Exparfeminine se refere a alguém intersexo que se sente conectade a experiências transfemininas mesmo que tenha sido designade mulher ao nascimento, por conta de ser intersexo.

Exparmasculine se refere a alguém intersexo que se sente conectade a experiências transmasculinas mesmo que tenha sido designade homem ao nascimento, por conta de ser intersexo.

Como são termos equivalentes a transfeminine e transmasculine, podem ser usados como identidades de gênero, modalidades de gênero ou rótulos à parte destas categorias.

Por exemplo, uma pessoa pode dizer que exparmasculine (ou exparmasculine não-binárie) é seu gênero (assim como termos como transmasculine e transneutre podem ser usados como gêneros); outra pessoa pode categorizar sua identidade de gênero somente como agênero e usar exparmasculine como algo que informa sua expressão de gênero; outra pessoa pode usar algo como homem não-binárie exparmasculine no lugar do que outras pessoas preencheriam como pessoa trans não-binária ou homem ipsogênero.

Os termos em questão foram cunhados por Doc em 28 de novembro.


Um retângulo de 7 faixas horizontais do mesmo tamanho nas cores amarela, amarela clara, branca, azul, cinza escura e preta.

Bandeira advenagênero para pessoas designadas homens ao nascimento

Advenagênero é outro termo para pessoas intersexo; desta vez para pessoas que se identificariam com ou como os gêneros que lhes foram designados ao nascimento – ainda que não necessariamente de forma cis ou binária – mas que não conseguem fazer isso por conta de como diadismo as alienou desses gêneros e de pessoas perissexo que se identificam de forma parecida.

Advenagênero pode ser uma forma de ressignificar tal gênero designado independentemente do que pessoas perissexo pensam sobre quem se encaixa nele. Desta forma, pessoas podem se dizer advenamulheres, advenamasculinas, advenafemininas ou afins (é a própria pessoa intersexo que escolhe qual dos termos é apropriado com base no que ela tem em comum com seu gênero designado).

Este termo foi cunhado por uma mulher não-binária que se vê como advenavir (vir é latim para homem), mas que não se vê como alguém com experiência transmasculina. 🦋 se chama Georgia e cunhou advenagênero em 18 de agosto.


Um retângulo composto por três faixas verticais do mesmo tamanho, nas cores cinza clara, cinza escura e amarela clara.

Bandeira coexta

Coexta descreve alguém cujo relacionamento com gênero é vago e/ou inconsistente. É alguém que às vezes sente que gênero não se aplica a si, mas que outras vezes sente que pode ter um gênero, ainda que não entenda qual é o gênero que está experienciando.

O gênero de alguém coexta nunca parece masculino, feminino ou fortemente relacionado a algo, e por conta disso é difícil ou impossível de descrevê-lo de forma precisa.

Coexta difere de termos como demigênero e poliagênero porque a flutuação tem a ver com a ideia de gênero em si só, não necessariamente com não ter gênero. Desta forma, talvez uma comparação mais próxima seja apofluxo, mas a postagem da cunhagem compara coexta com gênero-cinza, gênero-vago e quoigênero.

Coexta é um adjetivo (se diz uma pessoa coexta e não ume coexta). Este termo foi cunhado por Oz em 28 de fevereiro.


Excentrigênero (termo original: eccentrigender) é um gênero baseado em exagero, codificação queer, melodrama e outros atributos associados com vilanes/antagonistas. Também é associado com androginia, mas não é necessário ser andrógine ou se identificar de forma andrógina para se identificar com este gênero.

Este termo foi cunhado por alguém anônime em uma postagem que foi publicada 18 de outubro.


Expressão de gênero é uma forma de rotular a maneira que alguém se veste, se parece e age. Assim como identidade de gênero, é possível alguém rotular a própria expressão de gênero, e isso importa mais do que outras pessoas vendo de fora consideram que é a expressão de gênero da pessoa. Alguns exemplos de expressões de gênero podem ser encontrados neste tópico.

Inconformidade de gênero, não-conformidade de gênero e outros termos similares significam que alguém tem uma expressão de gênero diferente da esperada. Por exemplo, um homem que gosta de usar vestidos e maquiagem no dia-a-dia pode querer se dizer inconformista de gênero.

Inconformidade de gênero não é um conceito novo; muitas pessoas com experiências trans e não-binárias historicamente só sabiam que eram inconformistas de gênero, especialmente quando a ideia de ser trans era ser uma pessoa binária hétero rica que tinha acesso a cirurgias para “virar seu gênero de verdade”. Além disso, muitas pessoas heterodissidentes se sentem mais em casa quebrando padrões de gênero, e isso inclui pessoas binárias independentemente de suas modalidades de gênero.

Um retângulo composto por 7 faixas horizontais do mesmo tamanho. Suas cores são turquesa, turquesa escura, roxa escura, roxa, rosa escura, rosa e rosa clara.

Bandeira feminec

Enfim, feminec é um gênero homem que está profundamente ligado à inconformidade de gênero feminina da pessoa. Alguém que é feminec vê sua inconformidade de gênero feminina como parte de seu gênero, e não apenas de sua expressão de gênero.

Este termo foi cunhado por Dexter a pedido de uma pessoa anônima em 13 de março. A postagem com sua bandeira e definição se encontra aqui.

Feminec também inspirou uma série de outros termos:

  • Neutranec, um gênero homem ligado profundamente a uma inconformidade de gênero neutra;
  • Formarenec, um gênero homem ligado profundamente a uma inconformidade de gênero;
  • Formarenec-fluxo, um gênero homem flutuante (ver: gênero-fluxo, quivergênero) ligado profundamente a uma inconformidade de gênero, sendo que esta pode mudar de tempos em tempos (entre feminina e neutra, por exemplo), e é possível que a pessoa mude entre ser inconformista e conformista de gênero de tempos em tempos;
  • Mascugen, um gênero mulher ligado profundamente a uma inconformidade de gênero masculina;
  • Neutragen, um gênero mulher ligado profundamente a uma inconformidade de gênero neutra;
  • Formaregen, um gênero mulher ligado profundamente a uma inconformidade de gênero;
  • Um retângulo composto por 7 faixas horizontais do mesmo tamanho, nas cores rosa clara, rosa, rosa escura, roxa escura, turquesa, verde e amarela clara.

    Bandeira formaregen-fluxo

    Formaregen-fluxo, um gênero mulher flutuante ligado profundamente a uma inconformidade de gênero, sendo que esta pode mudar de tempos em tempos, e é possível que a pessoa mude entre ser inconformista e conformista de gênero de tempos em tempos;

  • Femigec, um gênero neutro ligado profundamente a uma inconformidade de gênero feminina;
  • Mascugec, um gênero neutro ligado profundamente a uma inconformidade de gênero masculina;
  • Formaregec, um gênero neutro ligado profundamente a uma inconformidade de gênero;
  • Formaregec-fluxo, um gênero neutro flutuante ligado profundamente a uma inconformidade de gênero, sendo que esta pode mudar de tempos em tempos, e é possível que a pessoa mude entre ser inconformista e conformista de gênero de tempos em tempos;
  • Mascunec, um gênero homem ligado profundamente a uma inconformidade de gênero masculina. Embora ter inconformidade de gênero masculina sendo homem pareça sem sentido, masculinidade queer pode subverter as expectativas sociais direcionadas a homens.
  • Femigen, um gênero mulher ligado profundamente a uma inconformidade de gênero feminina. Embora ter inconformidade de gênero feminina sendo mulher pareça sem sentido, feminilidade queer pode subverter as expectativas sociais direcionadas a mulheres.
  • Femipraes, alguém cuja expressão de gênero feminina é uma parte importante de seu gênero mesmo que seu gênero não seja nada feminino;
  • Mascupraes, alguém cuja expressão de gênero masculina é uma parte importante de seu gênero mesmo que seu gênero não seja nada masculino;
  • Neutrapraes, alguém cuja expressão de gênero neutra é uma parte importante de seu gênero mesmo que seu gênero não seja nada neutro.

Estes três últimos termos foram cunhados em 12 de dezembro.


Retângulo composto por 7 faixas horizontais do mesmo tamanho. Suas cores são verde água, turquesa, turquesa escura, branca, vermelha escura, vermelha e vermelha clara.

Bandeira gênero-geodo

Gênero-geodo é um gênero composto por uma concha base que contém subtipos de/identidades parecidas com tal gênero.

Então, por exemplo, ume mulher gênero-geodo ou mulher-geodo pode ter gêneros como mulher, juxera, mulher-vague, ginx, neulier e libramulher.

Esta é uma identidade poligênero, mas também pode ser tratada como um gênero só, como gênero-poção. Independentemente de tratar esta identidade como um gênero ou como um conjunto de gêneros, é possível usá-la como um subgrupo de gêneros dentro da identidade de gênero de alguém que tem mais gêneros; por exemplo, alguém pode dizer que é gênero-fluido entre aueegênero-geodo, neutrois e zenino.

O termo gênero-geodo foi cunhado em 7 de fevereiro por gendergeode no Tumblr.


Um retângulo composto por 6 faixas verticais, nas cores roxa escura, roxa, bege, roxa e roxa escura. Proporção 1:1:2:1:1, aproximadamente. No centro da bandeira, ocupando todo o seu espaço vertical, encontra-se uma silhueta estilizada preta de poste de luz, que é simétrica e bem fina.

Bandeira urbanox

Urbanox é um xenogênero e estetigênero definido por sua conexão com luzes noturnas em uma cidade. Tem a ver com o efeito combinado de luzes de janelas de prédios, postes de luz, luzes de carros e luzes refletidas pela água no pavimento.

Este gênero pode ser calmo, fresco (no sentido de vento fresco) e relacionado aos sons de uma cidade, como sirenes, carros dirigindo e vento. Em algumas noites, inclui raios gentis de luz da lua iluminando o vapor que sobe dos esgotos e se dissipa no céu noturno.

Urbanox pode ser um gênero nostálgico e solitário, mas também confortável. Não é inerentemente gênero-fluido ou gênero-fluxo, mas pode ser. Pode ter quaisquer atributos ligados a gênero, mas a pessoa que cunhou urbanox experiencia neutralidade neste gênero.

Leaf cunhou urbanox em 4 de setembro.


O conceito de ambiguidade de gênero não é realmente algo novo, mas a cunhagem de AmEE (ambígue em essência) para abrigar identidades e experiências com esta característica é.

Ambiguidade de gênero é uma característica que significa que o gênero está aberto a várias interpretações, ou que não se conforma com nenhuma interpretação. Alguns exemplos de identidades de gênero ambíguas são nímise, livre de gênero e ambiguine.

A postagem explicando este conceito desta forma foi feita em 12 de maio por variant-archive no Tumblr.


Sete faixas horizontais, sendo que a faixa central possui o dobro do tamanho das outras, nas cores verde clara, amarela, amarela clara, branca, salmão, marrom clara e vermelha.

Bandeira aueegênero ou auingênero

AuEE (autônome em essência) é também uma cunhagem que inclui identidades que já existiam antes, como egogênero e maverique.

Autonomia de gênero descreve uma qualidade definida por autodeterminação e independência de outros conceitos de gênero. Uma pessoa com um gênero autônomo pode dizer que seu gênero é definido em seus próprios termos, emancipado ou livre de outros gêneros, de seus papéis, de suas categorizações e/ou de suas expressões.

Ter uma identidade caracterizada por autonomia de gênero significa ter uma identidade pessoal e íntima, o que significa que identidades assim podem ser expressadas e sentidas de formas diferentes por pessoas diferentes. Pessoas podem ver sua autonomia de gênero como o resultado de agir livremente em relação à sua identidade e expressão, e podem ver seus gêneros como algo que “simplesmente é”, que poderiam ser descritos como características pessoais que fazem dessas pessoas únicas.

A cunhagem deste conceito como uma categoria para gêneros se origina na cunhagem de cunêusique/kunneusik, um gênero com elementos autônomos e neutros que são ambos fracos e/ou indefinidos cunhado em 17 de fevereiro, que foi baseado em verneu/verrneu, um termo cunhado em 26 de dezembro de 2017.

Um retângulo composto por 4 faixas horizontais, nas cores verde escura, branca, amarela e verde.

Bandeira neutrique

Isso fez com que, mais pra frente, ume anônime tenha enviado uma pergunta para forgotten-mogai no Tumblr sobre querer algo como cunêusique sem o elemento de indefinição, o que fez com que Gent do Tumblr gender-resource respondesse com a cunhagem de Neutrique, um gênero autônomo e neutro em 28 de abril.

No dia 30 de abril, Gent postou uma lista de gêneros autônomos cunhados juntamente com Kaut (arco-pluris no Tumblr). Uma resposta explicando melhor o que é autonomia de gênero foi feita em 3 de maio, e a postagem sobre aueegênero foi feita em 12 de maio.

Definições traduzidas de alguns aueegêneros podem ser encontradas aqui.


Em 17 de maio, variant-archive fez uma postagem sobre Q(U)IN (queer in nature/por natureza), ou seja, QuEE (queer em essência). Esta seria outra característica relacionada a gênero, desta vez baseada em queer e genderqueer.

Uma bandeira de 7 faixas, nas cores roxa escura, roxa, roxa clara, branca, verde clara, verde e verde escura. A faixa branca é maior do que as outras.

Bandeira queegênero, quingênero ou qingênero.

É uma categoria relativamente aberta. A pessoa que cunhou diz que é similar a aporinidade e xeninidade, ao menos em relação ao seu próprio gênero que é queer, mas acredito que qualquer identidade de gênero que envolva algum tipo de queeridade ou inconformismo em relação à di/cis/heteronorma possa dizer que seu gênero é queer em essência. Gent faz apontamentos similares aqui.

 


 

Esta foi uma amostra dos termos cunhados neste ano! Eu adoraria fazer uma retrospectiva assim todos os anos, mas elas levam tempo e organização. Veremos se eu conseguirei fazer uma no ano que vem.