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Auingênero

Sete faixas horizontais, sendo que a faixa central possui o dobro do tamanho das outras, nas cores verde clara, amarela, amarela clara, branca, salmão, marrom clara e vermelha.

Bandeira auingênero

Auingênero foi um termo cunhado com o objetivo de ser um guarda-chuva para todas as identidades de gênero autônomas. Seu nome vem de autonomous in nature (AuIN), ou seja, autônome por natureza na língua inglesa (termo original: auingender).

O conceito de identidades de gênero autônomas está apenas sendo visto e popularizado como um fenômeno específico a partir de 2020, mas é baseado em identidades de gênero como maverique e egogênero. Maverique é um gênero definido por um senso de gênero independente de gêneros binários sem que seja um gênero neutro ou ausência de gênero, enquanto egogênero é um gênero puramente baseado na experiência de cada indivíduo que usa o termo, sendo assim autônomo em relação a outras identidades de gênero.

Sendo assim, uma identidade de gênero autônoma é uma que:

  • É de alguma forma determinada pela própria pessoa que a utiliza, e não por papéis sociais e/ou categorias impostas;
  • É independente de conceitos de gêneros binários, ou até mesmo de outros gêneros não-binários.

Gent, do Tumblr Gender Resource, explica auingênero da seguinte forma:

Auingêneros, ou gêneros que são Autônomos-Por-Natureza, se refere a gêneros que são autodefinidos e independentes de outros conceitos de gênero, como o binário de gênero, e, às vezes, não-binaridade. Uma pessoa com um gênero autônomo pode se descrever como autodefinida, liberada, emancipada ou livre de gênero, de seus papéis, de sua categorização e/ou de sua expressão. Qualidades autônomas são inteiramente pessoais e íntimas, o que significa que autonomia é expressada de forma diferente de indivíduo para indivíduo. Uma forma bem concisa de pensar nisso é que é ter um gênero que, em certo grau, é apenas o resultado de alguém agir livremente em termos de sua identidade, expressão, etc. Alguns indivíduos com elementos de gênero autônomos podem dizer que seu gênero simplesmente é, e que são melhor descritos como si mesmos.

É possível ter um auingênero que também tenha características não autônomas. Uma pessoa pode ter um senso de gênero que é autodefinido, livre e pessoal e que a pessoa também vê como xenino (relacionado com xenogêneros), neutro ou feminino, por exemplo. Também é possível não ter gênero e ainda ter um senso de autonomia em sua identidade, ou ter um elemento de autonomia em seu gênero mesmo que ele seja fraco ou indefinido.

O termo auingênero foi cunhado por Gent em 2020. Sua bandeira foi publicada na mesma postagem que a cunhagem do termo. Seu formato é o mesmo de outras bandeiras “_ingênero” (como lingênero e mingênero), e suas cores representam o seguinte:

  • Verde limão: Liberdade de categorização e de papéis de gênero, além de um sentimento de liberdade pessoal dentro do próprio gênero;
  • Amarela: Separação do binário de gênero;
  • Bege: Existência, porque alguém não há como se autodeterminar sem existir;
  • Branca: O estado em branco de autonomia, onde alguém pode se definir;
  • Malva: Individualidade, já que autodefinição é algo único;
  • Marrom: A qualidade de autogovernança no gênero;
  • Borgonha: O domínio sobre a identidade de gênero autônoma.

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