Dúvidas (várias)

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Este tópico contém respostas, possui 5 vozes e foi atualizado pela última vez por  Cáh 10 meses atrás.

Visualizando 8 posts - 1 até 8 (de 8 do total)
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  • #1674 Quote

    Cáh
    • a/ela/a

    Participante

    Li uns tópicos do fórum. Entendi umas coisas, e outras não.

    Resolvi reunir tudo aqui, pra não ficar enchendo o saco demais de vocês >3>’

    1) Como uma pessoa atraída por gêneros que não são o próprio é marginalizada por causa da sexualidade, mesmo não se identificando como hétero?

    2) Como dá pra saber a atração é só por um gênero, ou se também não é por gêneros parecidos/alinhados (ex: meninas e demimeninas)?

    3) Como se sente de um gênero, se disforia ou vontade de trocar de corpo não é necessária?

    4) Como se sabe se não tem nenhum gênero? Ou se tem mais de um gênero? etc

    5) Eu tinha a ideia de que uma pessoa que é só atraída por um sexo/gênero não vai querer a genitália do outro? Como isso funciona?

    6) Quando as pessoas são abordadas com violência LGBTfóbica, ninguém pergunta pra elas se são gay ou bi ou ace. Desta forma, como monossexismo pode ser algo diferente de homofobia? Sl, não entendo porque algumas pessoas se acham mais revolucionárias por serem pan ou bi do que gays. .o.

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    #1681 Quote

    Tath
    • ed/eld/e
    • -/éli/e

    Mestre

    Aviso que as respostas são grandes. E também que:

    AVISO DE CONTEÚDO PARA O POST INTEIRO: Menção de preconceitos, inclusive com exemplos, mesmo que não tenha nada muito detalhado.

    1) Eu acredito que a sociedade em geral não pensa em termos específicos do que odeia, e sim em uma categoria queer (por falta de palavra melhor, sei que nem todes se identificam como queer) onde colocam as pessoas que não obedecem as regras que regem gênero.

    Por estas regras, existem dois gêneros, que correspondem a dois sexos (duas combinações específicas de cromossomos, características sexuais secundárias, hormônios e sistema reprodutor), que idealmente se vestem e se apresentam de acordo com o que a sociedade espera de tais gêneros, e que sempre se cruzam entre si; isto é, mulheres devem nutrir desejo de amor e sexo apenas por homens, e vice-versa.

    Por estas regras, uma mulher com pênis ou um homem com alto nível de estrogênio são aberrações da natureza. Alguém que “diz” não ser homem ou mulher, ou que diz ser ambos, também. Alguém que deseja pessoas além do seu “gênero oposto”, ou que não deseja ninguém, também.

    Você mesma é arromântica e assexual. Pessoas provavelmente esperam que sua falta de atração seja uma fase, ou uma doença a ser curada. Existem pessoas que acreditam em pessoas que nutrem atração pelo mesmo gênero, mas que não acreditam que alguém pode não sentir atração, ou sentir tão pouca que é praticamente inexistente.

    Uma pessoa binária que expressa atração por uma pessoa não-binária está aceitando se relacionar com “uma aberração” ao invés de “colocar isso aí no lugar”. Mesmo que não sejam do mesmo gênero, um relacionamento com uma pessoa não-binária vai por em questão o “gênero de verdade” de uma pessoa binária, assim como homens gays são vistos como “meio mulheres” ou mulheres lésbicas são vistas como “meio homens”.

    2) Experiência. Existe gente que diz que sente atração independentemente do gênero, e existem pessoas que só citam/contam gêneros pelos quais já sentiram atração.

    Se eu sinto atração por uma pessoa que sei que é de certo gênero, interpreto que sinto atração por tal gênero.

    Por exemplo, nunca senti atração por pessoas agênero, ou por homens não-binários. Não sei se foi por não ter capacidade de sentir atração por pessoas destas identidades ou por nunca ter conhecido ninguém com estas identidades. Então eu simplesmente não conto. (Mesmo que já tenha sentido atração por alguém que é parcialmente neutrois, e por homens binários.)

    3) Acredito que a identidade esteja lá independentemente do rótulo que é dado.

    Se uma pessoa se identifica como mulher mesmo que não queira ter seios, eu não vou questionar. Se uma pessoa se identifica como gênero neutro por não querer ter seios, também não vou questionar.

    Existem vários rótulos que já apliquei em minha identidade, e existem outros que poderia aplicar se quisesse. Mas existem alguns que são mais confortáveis do que outros, então mantenho aqueles, ao invés de outros.

    Depende de como a pessoa acha útil se identificar, afinal. Não temos como comparar um gênero de alguém com o de outra pessoa para categorizá-los de maneira concreta, então é irrelevante tentar medir gêneros ou criar padrões que restringem tais gêneros.

    Pessoas podem ser de qualquer gênero por qualquer motivo. É algo muito subjetivo e que depende da experiência de cada pessoa.

    4) Pessoas sem gênero normalmente não entendem gênero no geral, não vendo porque escolher, ou achando que tanto faz. Também existem pessoas sem gênero que podem se identificar como transneutras, porque querem tirar “sinais de gênero” do corpo (sejam testículos, seios, barba, etc.) por causa de sua disforia.

    Pessoas com múltiplos gêneros às vezes acham que vários gêneros se encaixam nelas ao mesmo tempo, não conseguindo “decidir” em um ou outro. Outras vezes, tais gêneros são mesclados, e difíceis de separar, fazendo com que a pessoa não saiba se é uma mulher com características masculinas ou um homem com características femininas, ou se é ume maverique com características neutras ou ume neutrois com características de maverique, por exemplo.

    Mas essas são só algumas das experiências.

    Redireciono aqui para a lista de gêneros. Sei que alguns gêneros são difíceis de entender, e existem alguns que talvez você nunca entenda. Porém, aqui é possível tentar identificar o que alguém com certa identidade sente para se identificar de certa forma.

    Mesmo assim, como falei na resposta para a pergunta anterior, pessoas podem ter qualquer motivo. Se o rótulo encaixa, serve.

    Conteúdo oculto por conter NSFW: Menção de genitálias e sexo
    5) Não é possível ver a genitália de alguém se a pessoa está de roupa, então não faz sentido a atração ser por base na genitália.

    É possível ter preferência por certo(s) tipo(s) de genitália. Também é possível ter repulsa por certo(s) tipo(s).

    Porém, é importante apontar que, muitas vezes, tais preferências ou repulsas possuem base cissexista; ou seja, a pessoa gosta ou rejeita certa genitália por associar ou não associar com certo gênero.

    Também é sempre bom apontar que nem todas as pessoas utilizam suas genitálias da mesma maneira, mesmo que tais genitálias sejam parecidas. Uma pessoa não-cis pode ter disforia demais para se sentir confortável fazendo sexo com sua genitália, enquanto outra pode não querer participar em penetração, só em outros atos.

    6) Vide a resposta da primeira pergunta: a violência não é necessariamente por estar com o mesmo gênero, e sim por não obedecer a certas regras.

    Enquanto violência do tipo superficial (do tipo “homem vê dois homens se beijando e os mata”) provavelmente não leva em conta a orientação da pessoa, pessoas multi (isto é, que são atraídas por múltiplos gêneros):

    – possuem índice maior de abuso dentro de relações, emocional, física ou sexual (por causa da pressão, afinal pessoas multi são traidoras/promíscuas/vão precisar de alguém de outro gênero eventualmente/etc.) do que pessoas gays/lésbicas

    – possuem índice menor em relação ao quanto são abertas sobre sua orientação no trabalho em relação a pessoas gays/lésbicas

    – são mais pobres em geral do que pessoas gays/lésbicas

    – possuem índices maiores de trauma do que pessoas gays/lésbicas

    – contam com menos apoio financeiro de organizações “LGBT” do que pessoas gays, lésbicas ou pessoas trans

    – são frequentemente jogadas de lado por comunidades “LGBT” por serem consideradas “meio hétero”, e por pessoas hétero por serem “meio gays”

    Conteúdo oculto por conter referências

    Pessoas multi provavelmente não “se acham revolucionárias”, e sim se orgulham de ter a reputação de aceitar as pessoas em geral, enquanto pessoas hétero, lésbicas ou pessoas gays possuem a reputação de excluir pessoas que não correspondem às suas expectativas de sentirem atração apenas por pessoas de certo gênero, e de não parecer que estão sentindo atração pelas pessoas erradas.

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    • Esta resposta foi modificada 10 meses atrás por  Tath.
    #1684 Quote

    QueerNeko
    • a/ela/a
    • e/elu/e

    Mestre

    Bom, eu não sei se vou conseguir explicar de forma clara, mas vou tentar explicar:

    1) Isso é bem fácil de acontecer, se levarmos em conta gêneros não-binários. Mesmo que seja uma pessoa monosexual (possui atração a apenas um gênero), uma pessoa pode ter atração por alguém de gênero parecido (uma mulher pode sentir atração por uma demimulher, por exemplo) ou até mesmo gêneros totalmente diferentes (uma pessoa agênero que sente atração por homens também).

    E não só isso, mas a sociedade é extremamente cissexista, então a sociedade pode julgar uma pessoa e denominar um gênero a ela que não é o mesmo que a pessoa de fato é, por exemplo, uma mulher trans que possui atração por homens pode ser vista como um “homem gay”, ou uma pessoa agênero pode ser vista como “mulher”, podendo estar com um homem trans que a sociedade acha que é “mulher”.

    Claro que não se limita a somente essas combinações e as coisas não são tão simples quanto “se a sociedade vê como um casal gay ou não”. Existe marginalização exclusiva a pessoas do espectro assexual ou multissexual por exemplo. Uma pessoa bi ou ace/aro pode ser vista como “infiel” ou “egoísta” por pessoas monossexuais (gays, heteros, etc) e podem por exemplo serem rejeitadas por isso num namoro. Sem contar que pode haver um “apagamento” dessas orientações, em prol da visibilidade de orientações allo-monosexuais.

    2) Difícil de dizer, o que dá pra dizer é que só dá pra saber na prática, se você sente atração por algum gênero parecido ou não.

    3) Bom, primeiro que disforia de gênero não é exclusivamente uma disforia com o próprio corpo. Envolve uma série de fatores, e alguns modelos tentam dividir a disforia de gênero em fatores sociais e corporais, mas basicamente, as pessoas trans não experienciam disforia da mesma maneira. Algumas pessoas podem se sentir confortáveis com o corpo, seja porque elas gostam de terem as características que possuem, mas podem se sentir desconfortáveis em como as pessoas tratam e chamam (disforia social).

    por exemplo, uma pessoa agênero pode gostar de ter suas características físicas do jeito que são (que podem ser características mais ambíguas ou não), mas não gostar quando as pessoas chamam de “homem” ou de “mulher”.

    Outras pessoas podem se sentir empoderadas em abraçar suas características físicas e quebrar estigmas da sociedade, por exemplo, uma mulher trans pode se sentir bem em ter uma barba e ao mesmo tempo usar um vestido, não muito diferente de como as pessoas de tal gênero podem gostar de quebrar normas de gênero, como homens trans que gostam de usar maquiagem. São experiências pessoais que não tem como resumir a experiência de todas as pessoas trans em apenas “disforia corporal”.

    4) Isso é uma experiência extremamente pessoal, e pode variar bastante de pessoa pra pessoa. Cada pessoa pode ter um motivo diferente pra ter certeza que é agênero ou multigênero e muitas vezes é difícil de explicar ou justificar para uma pessoa que não possui uma experiência semelhante.

    A pessoa pode se sentir desconfortável em ser chamada de algum gênero por exemplo, ou achar que não possui nenhuma vontade de se identificar com um gênero específico, ou pode por exemplo sentir vontade/necessidade de ter um corpo mais ambíguo, de usar roupas mais neutras, etc.

    Já uma pessoa multigênero pode sentir que existem vontades ou sentimentos conflitantes, ou pode ter sentimentos variáveis, sentir que algumas horas possui vontade em ser mais próximo a tal gênero e em outras horas mais próximo a outro.

    Essas são apenas alguns motivos que podem fazer que uma pessoa se sinta de tal gênero, e pode variar de pessoa pra pessoa, como eu disse anteriormente.

    5)

    Conteúdo oculto por conter NSFW: Menção de genitálias e sexo
    Essa é uma noção um tanto cissexista, porque ela é baseada na ideia de que um tipo de corpo pertence a um único tipo de gênero. Agora, é importante deixar claro que as pessoas podem sim ter preferência ou repulsa a certos tipos de genitália e isso é totalmente ok, se você não se sente confortável com um tipo de genitália, você não é obrigada a ter sexo com essa genitália.

    Mas agora analisando essa noção de forma crítica, o grande problema dela é que ela cria a noção de que nossos corpos definem os gêneros, e que os gêneros são definidos pelas genitálias, e isso implica que existe uma genitália certa ou uso certo de cada genitália, o que não bate com a realidade de muitas pessoas trans.

    Por exemplo, existem pessoas intersexo, ou pessoas que não se sentem confortáveis de usar a genitália de certa maneira, ou que preferem usar de certa maneira. Por exemplo, já vi mulheres trans que se sentem completamente desconfortáveis em fazer sexo com a genitália, ou que não podem ter ereção (por causa do tratamento hormonal, por exemplo). Assim como existem homens trans que não querem fazer cirurgia genital, ou pessoas não-binárias que podem ter qualquer tipo de genitália.

    Não há como assumir também que uma pessoa trans irá ter o mesmo comportamento na cama que um “homem cis” por ter um pênis ou igual a uma “mulher cis” por ter uma vagina. Por exemplo, uma mulher trans pode ter limites corporais totalmente diferente de um homem cis, não só isso, mas os corpos tendem a ser totalmente diferentes em função e aparência, devido ao uso de hormônios por exemplo.

    Enfim, eu recomendo dar uma olhada no Tumblr da deadflag, ela frequentemente fala sobre “política do desejo”, que envolve esse tipo de assunto, os textos dela sempre são muito bem explicativos, como esse aqui.

    6) Bom, é o que eu expliquei na primeira pergunta, pessoas bi podem sofrer marginalização e preconceito de pessoas monossexuais por estigmas que existem na sociedade. Pessoas bi podem ser abandonadas ou abusadas por parceires que acham que pessoas bi ou ace são pessoas infiéis, egoístas ou promíscuas. Sem contar as diversas vezes que essas orientações são apagadas dentro e fora do movimento LGBTQIAP+.

    Sem contar que violência nem sempre acontece por causa de estranhos, é muito comum sofrer violência e abuso de parceires que acham que “bissexualidade é promiscuidade”, como lésbicas que abusam mulheres bi porque ela “pode trair com um homem”, etc.

    • Esta resposta foi modificada 10 meses atrás por  QueerNeko.
    #1689 Quote

    Mimi
    • -/ély/y
    • i/éli/i

    Participante

    já responderam, então vou só adicionar;

    1) também existem pessoas multi atraídas pelo próprio gênero, e pessoas trans hétero não possuem exatamente privilégio hétero, porque são vistas como “gays querendo escapar opressão”

    6) opressão não é só violência na rua… assexualidade e bissexualidade são mais patologizadas do que homossexualidade, monossexismo e allosexismo geralmente ocorrem quando a pessoa sabe da identidade específica, pessoas trans precisam passar por uma série de constrangimentos pessoais e legais por existirem independentemente da orientação (abrir processo para mudar nome, risco de perder emprego/família/amizades se querem ser tratadas pelo nome certo, possibilidade de serem questionadas em banheiros, etc)

    e o pensamento “pessoas bi se acham melhor mesmo sendo privilegiadas por serem meio hétero uwu” parece propaganda REGReactionary Exclusionary Gatekeepers (Guardiães do Portão Excludentes e Reacionáries): Em relação à comunidade LGBTQIAP+, são pessoas de dentro da comunidade que querem excluir parte dela, normalmente por motivos de assimilação e/ou preconceito. Existem vários tipos de REGs, mas geralme... tbh

    você realmente viu alguém dizendo que ser bi é mais radical? ou só screencaps distorcendo o que alguém falou? ou radfems reclamando de pessoas bi por terem orgulho ao invés de se sentirem mal por não terem escolhido ser lésbicas/gays?

    m i m i
    (não há aprendizado sem dor.)

    #1708 Quote

    Cáh
    • a/ela/a

    Participante

    1) Eu gostei bastante da definição de @tathsantanna para a discriminação que a comunidade LGBT sofre. Nunca vi as coisas por esse ângulo, mas isso faz bastante sentido, e também explica porque a comunidade inclui tanto pessoas gay ou bi quanto trans ou não binárias e intersexo. @[email protected]

    Isso também faz com que eu me sinta melhor em relação a termos como monossexismo, allossexismo e exorsexismo. ^3^

    @haymimi eu não estava falando de pessoas atraídas pelo mesmo gênero também. Só de pessoas m-spec não atraídas pelo mesmo gênero mesmo. Peço desculpas por não ter deixado claro.

    2) Oooooooooh, entendo. Parece algo meio óbvio em retrospecto. Só parece meio estranho porque as pessoas geralmente sabem dizer se são atraídas por homens ou mulheres… suponho que seja porque existem mais do que pessoas de outros gêneros.

    3) Isso faz bastante sentido. Obrigada por explicar!

    4) Eu consigo entender superficialmente conceitos como “metade de um gênero”, “sem gênero”, “gênero que não é masculino ou feminino”, “vários gêneros” e tudo mais. Só não entendo /como/ as pessoas se sentem dessa forma, sabe? Mas vou tentar parar de ligar pra isso. Agradeço pela paciência.

    5) @queerneko, eu agradeço bastante pelos links! Nunca tinha pensado em atração por genitália como um fetiche, e no que o gênero influencia no sexo, mas faz bastante sentido.

    6) É, com a questão de como pessoas que não poderiam ser chamadas de gays sofrem opressão por causa de sexualidade, isso fica bem resolvido.

    Eu realmente fiquei horrorizada com essas estatísticas! Especialmente as citadas no texto contra o termo LGBTfobia.

    Não vi alguém diretamente se achando melhor, e sim pessoas falando que pessoas bi são mais oprimidas, e insistindo em headcanons bi quando não são necessários… entendo que estive vendo as coisas de modo errado .3.

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    #1713 Quote

    Tath
    • ed/eld/e
    • -/éli/e

    Mestre

    Sinceramente, não entendo brigas por headcanons. São só para fantasiar sobre possibilidades.

    Se a pessoa está tentando esfregar o headcanon na cara de alguém, na maior parte dos contextos acho condenável. Mesmo assim, não é como se brigar com um adolescente edgy que insiste que a Rose Quartz é hétero vá mudar algo no mundo, sabe?

    Tipo, o blog Heterosexual Headcanon of the Day não é um blog que eu faria ou que me esforçaria para manter, mas acho absurda a quantidade de ódio que recebem por serem pessoas LGBTQIAP+ com a ideia de que “hey, as pessoas precisam ter headcanons hétero também, já que a orientação de quase ninguém é confirmada!”

    O ponto de ser headcanon, e não teoria, é que é só invenção mesmo. Rainbow Dash não tem orientação confirmada; se eu acho que ela é aroace e você acha que é lésbica, bom, podemos inspirar fanworks diferentes com essas ideias! E nenhuma ideia invalida a outra caso ninguém se ataque por causa disso.

    Seria só um problema se tivesse um movimento em massa para apagar uma orientação marginalizada canon em favor de outra, mas uma pessoa fazendo uma história sobre uma personagem lésbica ser bi mais pelo conceito do que por qualquer outra coisa… desnecessária não é a headcanon, e sim o quanto as pessoas vão brigar contra algo tão irrelevante.

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    #1750 Quote

    MEME LORD
    • o/ele/o
    • o/êlu/u

    Participante

    Headcanons são importantes por oferecerem representação.

    Then again, não são representação de verdade, são? “/

    THIS IS THE FUTURE LIBERALS WANT

    #1762 Quote

    Cáh
    • a/ela/a

    Participante

    A esse ponto, sinceramente não sei o que dizer. x3x

    O que eu li é que headcanons deveriam ser aplicados apenas em personagens “hétero” (não codificados como LGBT), porque tipo, dizer que uma mulher trans que só possui interesse em mulheres é pan e não-binária está apagando a representação…

    Mas entendo que, tipo, uma personagem que não diz que é lésbica pode ser de qualquer orientação não-hétero se tem relação com mulheres.

    Isso é meio confuso. x3x;

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