cissexismo

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Este tópico contém respostas, possui 5 vozes e foi atualizado pela última vez por  QueerNeko 3 meses, 4 semanas atrás.

Visualizando 17 posts - 1 até 17 (de 17 do total)
  • Autor
    Posts
  • #2219 Quote

    Mimi
    • -/ély/y
    • i/éli/i

    Participante

    destrua a ideia de que uma pessoa precisa ser literalmente um estereótipo de seu gênero para dizer ser de tal gênero (ninguém é)

    destrua a ideia de que uma pessoa precisa de disforia para ser trans

    destrua a ideia de que uma pessoa precisa fazer transição para ser trans

    destrua a ideia de que uma pessoa precisa ter certeza absoluta que seu rótulo está certo para adotá-lo

    m i m i
    (não há aprendizado sem dor.)

    #2232 Quote

    Tath
    • ed/eld/e
    • -/éli/e

    Mestre

    e também destruam a ideia de que pessoas trans ou não-binárias querem forçar outras pessoas a serem trans ou não-binárias baseando-se em normas de gênero, plz.

    if you are afraid ⁕ come out
    if you are awake ⁕ come out
    COME OUT AND LEVEL UP

    #2239 Quote

    MEME LORD
    • o/ele/o
    • o/êlu/u

    Participante

    Que também destruam a ideia de que uma pessoa que quer fazer transição tem a possibilidade de ser só uma pessoa cis participando de modinha que não sabe dos riscos, plz.

    THIS IS THE FUTURE LIBERALS WANT

    #3004 Quote

    [email protected]

      Participante

      Acho que destruímos as identidades de gênero já…

      Não existe mais fórmula pra ser nada, estas identidades de gênero são só nomes pra caixas onde nos colocamos (eu queria saber pq a gente faz isto, mas parece que a resposta é tão subjetiva e pessoal que parece que ela é vaga, parece que tem que sempre existir um “nós” e um “eles outros”), nos colocamos nestas caixas por razões pessoais e tb pq identidade de gênero existe… aliás, quando não encaixamos em nenhuma das caixas já existentes, o cistema nos dá 2 opções , entrar pra caixa das pessoas que não tem caixa (agêneros ) , o q é uma ironia, ou criamos uma nova caixa (maveriques ).

      É muito triste perceber que a existencia deste cistema de identidades de gênero no começo foi justificada por ter sido uma criação sexista, misogina, homofóbica e transfobica pra separar seres humanos em caixas por causa de suas genitais e força los a se comportarem e terem papéis específicos atribuídos a cada caixa e formando uma hierarquia. Este cistema era uma e ainda é uma hierarquia onde certos grupos com certos comportamentos dentro destas caixas são mais privilegiadas do que outros.

      Depois de libertarmos as caixas dos estereótipos, papéis de gêneros, genitais e expressões de gênero, p q elas ainda existem ? Sem fórmulas pra justificar identidades de gênero, qualquer um pode ser qualquer coisa dentro deSta hierarquia então. Se vc ser homem por causa dos privilégios deles, vc pode se identificar assim.

      Eu não entendo esta loucura… eu acho que esta hierarquia, este cistema e estas caixas com grupos privilegiados não deveriam existir mais… mas mesmo assim. .. Se elas não existissem, pessoas ainda seriam descriminadas por existirem, por gostarem de tal, por se comportarem tal… Este mundo está perdido.

      Acho que pra ter alguma identidade de gênero, na atualidade, é só querer pertencer a algum lugar ou gostar de usar algum rótulo.

      Já tentaram explicar a identidade de gênero de vcs sem usar estereótipos, papéis de gênero, comportamentos , expressões de gênero , corpo, biologia, religião ou crença ? A única conclusão que eu cheguei foi a do parágrafo acima , a mesma coisa aconteceu com a minha mãe.

      Eu realmente me pergunto por que pessoas se identificam com mulheres ou não-binaries se estes gêneros são tão oprimidos.

      #3027 Quote

      QueerNeko
      • a/ela/a
      • e/elu/e

      Mestre
      [email protected] escreveu:

      Acho que destruímos as identidades de gênero já…

      Esse post tem muito o que ser discutido, então vamos lá, por partes.

      Primeiramente, não. Não destruímos identidades de gênero, muito menos “destruímos” gêneros. A sociedade ainda continua utilizando “homem” e “mulher” como únicas identidades válidas, independente de quantas identidades de gênero forem criadas, não importa se existir apenas 1 identidade não-binária, ou infinitas identidades que a sociedade não vai de repente começar a aceitar identidades não-binárias. E sinceramente, duvido que a sociedade vá mudar a ponto de não existir mais o sistema binário de gênero em um futuro próximo, no mínimo temos aí mais alguns milhares de anos até ter alguma possibilidade da sociedade mudar seus conceitos de gênero em geral, o que deixa o argumento sobre a “abolição de gênero” quase irrelevante na atualidade.

      [email protected] escreveu:

      Não existe mais fórmula pra ser nada, estas identidades de gênero são só nomes pra caixas onde nos colocamos (eu queria saber pq a gente faz isto, mas parece que a resposta é tão subjetiva e pessoal que parece que ela é vaga, parece que tem que sempre existir um “nós” e um “eles outros”), nos colocamos nestas caixas por razões pessoais e tb pq identidade de gênero existe… aliás, quando não encaixamos em nenhuma das caixas já existentes, o cistema nos dá 2 opções , entrar pra caixa das pessoas que não tem caixa (agêneros ) , o q é uma ironia, ou criamos uma nova caixa (maveriques ).

      Primeiramente, agênero não significa “falta de caixinha” ou “falta de rótulo”. Primeiro você tem que entender o que é um gênero antes de entender agênero, já que agênero não é propriamente um gênero, mas sim uma identidade (uma posição) de gênero, é onde a pessoa se situa no espectro de gênero. Ser não-binário é também uma questão de inabilidade de existir confortavelmente ou autenticamente dentro do binário cultural de gênero, que muitas vezes, mas não sempre, pode envolver disforias, desconfortos e sofrimentos quando os papéis binários de gênero são impostas.

      [email protected] escreveu:

      É muito triste perceber que a existencia deste cistema de identidades de gênero no começo foi justificada por ter sido uma criação sexista, misogina, homofóbica e transfobica pra separar seres humanos em caixas por causa de suas genitais e força los a se comportarem e terem papéis específicos atribuídos a cada caixa e formando uma hierarquia. Este cistema era uma e ainda é uma hierarquia onde certos grupos com certos comportamentos dentro destas caixas são mais privilegiadas do que outros.

      Depois de libertarmos as caixas dos estereótipos, papéis de gêneros, genitais e expressões de gênero, p q elas ainda existem ? Sem fórmulas pra justificar identidades de gênero, qualquer um pode ser qualquer coisa dentro deSta hierarquia então. Se vc ser homem por causa dos privilégios deles, vc pode se identificar assim.

      Ninguém está realmente livre dos estereótipos e dos papéis de gênero da sociedade, é impossível se isolar totalmente da sociedade a ponto de que gêneros se tornem irrelevantes. Simplesmente é impossível. Segundo, a necessidade de se criar rótulos são vários, que vai desde a necessidade taxológica e epistemológica humana, de classificar como a pessoa vivencia o seu gênero (ou falta dele), a necessidade de entender a sua identidade num contexto de gênero global, comparando com outras identidades de gênero existentes, como também existe a necessidade de compartilhar e comparar experiências com outras pessoas que tenham experiências semelhantes. Pedir para uma pessoa largar seu rótulo ou para a pessoa se identificar de outra maneira acaba virando uma forma de negação do direito de auto-identificação e também acaba virando um pedido para que as pessoas descartem seu rótulo que serve para o auto-entendimento, para encontrar pessoas com experiências semelhantes e para coletivamente ser usado para pedir reconhecimento e direitos. Pedir para uma pessoa parar de usar rótulos é efetivamente dizer para a pessoa “calar a boca e desaparecer”.

      Eu acho importante notar que esses tipos de pedidos são frequentemente feitos para pessoas trans e não-binárias em geral. Raramente (ou nunca) é feito para uma pessoa cis utilizando seus rótulos de gêneros. Você não vê muitos pedidos para que pessoas cis deixem de rotular as pessoas como “homens” ou “mulheres”, ou pedidos para abolir identificadores de gêneros em formulários ou em certidões de nascimento.

      [email protected] escreveu:

      Eu não entendo esta loucura… eu acho que esta hierarquia, este cistema e estas caixas com grupos privilegiados não deveriam existir mais… mas mesmo assim. .. Se elas não existissem, pessoas ainda seriam descriminadas por existirem, por gostarem de tal, por se comportarem tal… Este mundo está perdido.

      Acho que pra ter alguma identidade de gênero, na atualidade, é só querer pertencer a algum lugar ou gostar de usar algum rótulo.

      Como expliquei acima, a hierarquia binária de gênero vai acabar continuando a existir na sociedade independente dos rótulos não-binários, isso por tempo indeterminado. Então não há muito o que discutir aqui nesse caso.

      Já identidade de gênero, também como expliquei acima, é muito mais do que “querer um rótulo”, já que o rótulo é apenas um fruto da existência, uma epistemologia, e não é a causa do gênero (ou da ausência dele). E também como expliquei, a necessidade é muito mais complexa do que simplesmente “querer ter um rótulo diferente”.

      [email protected] escreveu:

      Já tentaram explicar a identidade de gênero de vcs sem usar estereótipos, papéis de gênero, comportamentos , expressões de gênero , corpo, biologia, religião ou crença ? A única conclusão que eu cheguei foi a do parágrafo acima , a mesma coisa aconteceu com a minha mãe.

      Eu realmente me pergunto por que pessoas se identificam com mulheres ou não-binaries se estes gêneros são tão oprimidos.

      A definição de gênero inclui a definição de papeis de gêneros, dentro de um contexto cultural. Então é óbvio que não tem como explicar gênero, ou identidade de gênero sem esses conceitos.

      As pessoas podem se identificar como mulheres ou como pessoas não-binárias pelo motivo que citei acima. Simplesmente, para algumas pessoas é impossível (ou até danoso à saúde mental), viver dentro da imposição cultural de certos papéis de gêneros binários, existem pessoas que não se sentem bem, ou que não conseguem viver de forma honesta ou autêntica sendo homens, que tem toda a bagagem social e biológica, papéis que são impostos pela sociedade. Não é uma questão de viver com uma identidade que sofre menos opressão pela sociedade, já que a sociedade não vai começar a te tratar melhor se você começa a se identificar como homem, sem contar que mulheres trans não são assassinadas diariamente porque simplesmente querem um rótulo diferente.

      #3042 Quote

      [email protected]

        Participante

        Quando eu falei que destruímos o sentido original da identidade de gênero, estou me referindo ao fato de vc andar na rua e não saber mais o que é um homem, uma mulher ou outro. Até
        em encontros entre gente não-binaria, nem eles mesmos reconhecem pessoas com a mesma id de gênero.
        A maioria das pessoas vai pelo chute (huh, a pessoa é feminina, deve ser mulher ? Masculina , deve ser homem ? )

        E sim, por um lado existem pessoas que se aproveitam de rótulos, embora não sendo a maioria das pessoas.

        E vc chegou num ponto interessante , acho que mesmo que o ideal de gênero não existisse, pessoas que desejam ter o corpo de outro sexo ainda estariam na margem da sociedade junto com pessoas nascidas com vulvas e machos fracos.

        #3052 Quote

        Mimi
        • -/ély/y
        • i/éli/i

        Participante

        se gênero não existisse como um conceito, não haveria opressão baseada em gênero

        se gênero existisse, mas cissexismo não, não teria que ter porque ter “opressão baseada em genitália”, porque pessoas afab(C)AFAB: (Coercitively) Assigned Female At Birth [(Coercitivamente) Atribuíde Com Sexo Feminino Ao Nascer]. O C é mais para pessoas não-cis, mas não é obrigatório. poderiam ter acesso total ao privilégio masculino sem muitos problemas???

        also, eu rly cuidaria como escrever esse tipo de coisa, parece que você está agrupando ˜pessoas nascidas com vulvas” em um grupo só, como se “opressão baseada em sexo” fosse uma coisa

        m i m i
        (não há aprendizado sem dor.)

        #3061 Quote

        [email protected]

          Participante

          Dependo do grau de opressão. .. a mulher Trans não nasceu com vulva mas sofre mais que a mulher cis gncGender Non-Conforming: Alguém que não "se conforma" com seu gênero, utilizando uma expressão diferente da esperada para seu gênero (como um homem que gosta de usar vestidos e maquiagem). Normalmente a expressão é aplicada para pessoas binárias, especialmente cis, mas pessoas trans binárias ..., tipo tem toda uma porcaria duma hierarquia.

          Eu ainda me pergunto como fulano deixa de ser homem cis gnc pra ser mulher trans gnc.

          Tem muitos casos de pessoas transmasculinas que transicionaram pra ganhar privilégio masculino e se arrependeram . Principalmente quando se fala do feminismo radical que se aproveita destas histórias.

          #3063 Quote

          QueerNeko
          • a/ela/a
          • e/elu/e

          Mestre
          [email protected] escreveu:

          Dependo do grau de opressão. .. a mulher Trans não nasceu com vulva mas sofre mais que a mulher cis gncGender Non-Conforming: Alguém que não "se conforma" com seu gênero, utilizando uma expressão diferente da esperada para seu gênero (como um homem que gosta de usar vestidos e maquiagem). Normalmente a expressão é aplicada para pessoas binárias, especialmente cis, mas pessoas trans binárias ..., tipo tem toda uma porcaria duma hierarquia.

          Eu ainda me pergunto como fulano deixa de ser homem cis gnc pra ser mulher trans gnc.

          Tem muitos casos de pessoas transmasculinas que transicionaram pra ganhar privilégio masculino e se arrependeram . Principalmente quando se fala do feminismo radical que se aproveita destas histórias.

          Não acho certo dizer que existe uma hierarquia, até porque existe as mais diversas experiências possíveis. Assim, uma mulher trans branca pode sofrer misoginia e transfobia, enquanto que uma mulher cis negra pode sofrer misogina e racismo. São eixos de opressão diferentes, não dá pra colocar numa hierarquia.

          E acho errado generalizar e dizer que mulheres trans eram homens cis gnc no passado, até porque isso soa como um baita de um misgendering. Eu, como mulher trans, nunca fui um “homem cis gnc”, nem sequer fui um “homem”, e nem fui socializada como homem. Tem mulheres trans que dizem que eram homens antes? Tem, mas está longe de ser a regra.

          As pessoas podem se arrepender sim, e os motivos são muitos, não dá pra generalizar também, uma pessoa pode desistir da transição por pressão da sociedade (ou de pessoas próximas), pode desistir por depressão, ou porque nunca eram de um gênero binário de verdade, ou porque simplesmente mudaram de ideia, etc. Não acho que pessoas transmasculinas transicionam pra ganhar privilégio, assim como pessoas transfemininas não transicionam para perder privilégio. Pensar isso é exatamente a ideologia radfem.

          #3064 Quote

          [email protected]

            Participante

            Depende , exemplo, eu sou uma mulher trans e dentro da milha cabeça eu preferia ser vista como mulher pela sociedade… mas porém eu não tenho problemas com o meu corpo e minha expressão de gênero, aliás eu não tenho problema nenhum em levar misgendering, como pra mim parece que minha id de gênero não faz tanta diferença , eu prefiro viver dentro do armário e guardar está identidade só pra mim, assim não preciso enfrentar a realidade cruel e transfobica misogina e mudar a minha vida drasticamente pq eu poderia perder amigos , família e emprego… e tipo como eu não reclamo do meu corpo, nem de como me comporto nem nada, pra que sair por aí dizendo que sou mulher ? Eu já sou uma , eu só preciso pensar que sou e sou.

            Tipo eu escuto histórias assim de gente amab(C)AMAB: (Coercitively) Assigned Male At Birth [(Coercitivamente) Atribuíde Com Sexo Masculino Ao Nascer]. O C é mais para pessoas não-cis, mas não é obrigatório. muito frequentemente… tipo tem realmente gente que não liga pra muita coisa apesar de ser trans e aí parece que sair do armário não traz vantagem nenhuma pra saúde física e mental delas. Muitas vezes elas vem de mulheres trans gncGender Non-Conforming: Alguém que não "se conforma" com seu gênero, utilizando uma expressão diferente da esperada para seu gênero (como um homem que gosta de usar vestidos e maquiagem). Normalmente a expressão é aplicada para pessoas binárias, especialmente cis, mas pessoas trans binárias .... Principalmente de idade avançada e com vida já feita.

            Com gente afab(C)AFAB: (Coercitively) Assigned Female At Birth [(Coercitivamente) Atribuíde Com Sexo Feminino Ao Nascer]. O C é mais para pessoas não-cis, mas não é obrigatório. nb eu tb escuto histórias curiosas, muitos dizem que quando são FORÇADOS a escolher entre homem e mulher , preferiram homem.

            #3067 Quote

            QueerNeko
            • a/ela/a
            • e/elu/e

            Mestre

            @human Eu entendo o ponto, mas ainda sim, acho que não dá pra colocar muito enfoque em evidência anedótica. A minha experiência, e de outras pessoas trans que eu pessoalmente conheço é bem contrária a sua, muitas pessoas trans (incluindo pessoas não-binárias) sofrem de disforia social, corporal, etc, e não conseguiriam viver em paz se fossem obrigades a viver como seu gênero designado.

            E acho que não dá pra considerar muito essa história de escolher ser homem se fossem forçades a escolher. Até porque isso soa como se escolheriam qualquer outra coisa caso contrário, o que né, é o que seria o ideal pra todo mundo. Além de que, existem muitos motivos pra escolherem “homem” além de “privilégio”, como ter terapia hormonal que pode aliviar disforia, não aguentar mais ser viste como mulher, etc. Nunca vi alguém transicionar por querer privilégio.

            • Esta resposta foi modificada 4 meses atrás por  QueerNeko.
            #3074 Quote

            [email protected]

              Participante

              Olha, é bem comum, teve uma todo um rebuliço dentro das comunidades lésbica e feminista pq mulheres cis bofinhas queriam transicionar só pra ter o tal do privilégio hetero e masculino.

              Não são bem anedotas, muitas pessoas que transicionaram porque queriam menos opressão e depois de-transicionaram levaram destaque dentro do movimento radfem.

              Tipo aqui: https://m.youtube.com/watch?v=axo8OVUQ3rM
              Ou aqui : https://m.youtube.com/watch?v=vyYt1MjzyHs

              Mas voltando ao assunto das mulheres trans que viveram a vida inteira no armário , vc pode pesquisar os depoimentos da laerte, a cartunista , da Leticia lanz, escritora e psicóloga de 90 e tantos anos que saiu do armário bem recentemente, da caitlyn Jenner, desta outra senhora aqui : http://www.superpride.com.br/2017/03/aos-90-anos-veterano-da-segunda-guerra-se-assume-transexual-e-muda-de-vida.html ou até mesmo da Maria luiza da silva que tão fazendo um filme sobre ela nacional.

              #3080 Quote

              QueerNeko
              • a/ela/a
              • e/elu/e

              Mestre

              @human

              Isso é exatamente o argumento de TERFsTrans (Woman) Exclusionary/Exterminatory (Radical) Feminist [Feminista (Radical) Excludente/Exterminadora de (Mulheres) Trans: Quem utiliza a bandeira do feminismo para pregar que opressão e gênero são baseades em "sexo biológico", que gênero é uma invenção do patriarcado, que mulheres tr..., essas pessoas que você citou que destransicionaram estão dizendo que preferem ou que são feministas radicais, e você deveria saber que o feminismo radical em geral é extremamente violento contra pessoas trans. Na minha opinião, é bem provável que essas pessoas não seriam homens mesmo, e que acabaram indo mais porque não viam outra alternativa, ou porque mudaram de opinião. Tome cuidado antes de sair repetindo essas teorias transfóbicas que adoram generalizar pessoas trans. Homens trans, que legitimamente são homens, não transicionam transicionam pra “””ter mais privilégio”””.

              E ninguém aqui disse que não existe pessoas trans que transicionam bem tarde na vida, mas você não pode falar que essas pessoas não sofreram disforia a vida toda antes de transicionar, ou que conseguiram viver confortavelmente esses anos todos. A Caitlyn Jenner em específico, disse que sofria disforia desde muito cedo:

              In a 20/20 interview with Diane Sawyer in April 2015, Jenner came out as a trans woman, saying that she had dealt with gender dysphoria since her youth and that, “for all intents and purposes, I’m a woman.”

              E novamente, alguns exemplos não servem como generalização. Não é “bem comum” que homens trans transicionem por privilégio porque você citou alguns exemplos. Para dizer “muitas pessoas” tem que ser muito mais do que apenas duas pessoas. De acordo com um estudo de 2014 da Willians Institute, 46% dos homens trans e 42% das mulheres trans tentaram suicídio. De acordo com este estudo, antes da transição, a taxa de depressão em pessoas transmasculinas é de 13.6% e 24.9% para pessoas transfemininas antes da transição. Após a transição esta taxa baixa para 2.4% para pessoas transfemininas e 1.4% para pessoas transmasculinas, uma melhora de vida de cerca de 10x para cada grupo. A transição nesses casos serve para salvar vidas, não é algo é simplesmente pra “adquirir privilégio”.

              No caso de pessoas não-binárias, Tath fez um estudo que recebeu 873 respostas. Nesse estudo, 90.1% das pessoas responderam que sofrem de algum tipo de disforia:

              https://www.dropbox.com/s/7ey2rx8yffl2dnz/image_2017-07-21_16-33-14.png?dl=0

              E muitas pessoas responderam que sabem que são do gênero que são pela disforia que sofrem.

              Recomendo dar uma lida em estudos como estes ao invés de ficar repetindo argumentos anedotais:
              http://www.academia.edu/2236936/Trans_Mental_Health_Study_2012
              https://www.cambridge.org/core/journals/psychological-medicine/article/sex-reassignment-outcomes-and-predictors-of-treatment-for-adolescent-and-adult-transsexuals/D000472406C5F6E1BD4E6A37BC7550A4

              • Esta resposta foi modificada 3 meses, 4 semanas atrás por  QueerNeko.
              #3095 Quote

              [email protected]

                Participante

                Mas sim, mesmo que estas mulheres trans terem sofrido disforia a vida inteira, elas só saíram do armário na velhice. Mas mesmo assim, ainda tem a questão da “conveniência de sair do armário”, a grande maioria delas já tinham vidas feitas como homens.

                E eu sei que não é o caso de todo mundo querer privilégio, mas sim, por mais que eu só encontrei duas referências em português , no exterior existem várias, e sim a maioria vem de pessoas que depois se filiaram ao feminismo radical .
                E eu sei que existem muitos transfobicos dentro do movimento radical mas o movimento radical não é transfobicos por natureza, ele é contra a existência de gêneros, não contra gente trans ou homens.

                E dando um exemplo da minha vida , eu quase nunca saio do armário pras pessoas pq :
                1- não me importo com “viver uma vida cis”, apesar de ser forç[email protected]
                2- tenho medo da violência
                3- a sociedade sempre vai me enxergar ou como mulher ou como homem , não dá pra mudar isto
                4- tenho quase nenhuma razão pra transacionar legalmente ou medicamente
                E ainda me considero uma pessoa não-binária

                #3096 Quote

                QueerNeko
                • a/ela/a
                • e/elu/e

                Mestre

                Para você afirmar que feminismo radical não é transfóbico por natureza, você tem que afirmar que a maioria das grandes influências do feminismo radical não são transfóbicas. Isso significa que a base do feminismo radical não deve ser transfóbica.

                Por exemplo, olhando a lista de influências, você tem pessoas que aceitam pessoas trans, como Andrea Dworkin e Catharine MacKinnon, mas você tem autores influentes altamente transfóbicos, como Janice Raymond, Sheila Jeffreys, Germaine Greer, Julie Bindel, Robert Jensen e Valeria Solanas, publicando livros transfóbicos populares e influentes como The Transexual Empire e The Female Eunuch. Se essa é a base do feminismo radical, é difícil negar que o feminismo radical não tem um problema seríssimo de transfobia dentro do seu núcleo. Pra mim é a mesma coisa com cristãos, nem todos são transfóbicos ou homofóbicos, mas boa parte das maiores autoridades do cristianismo são, e isso acaba contando muito.

                Enfim:
                http://acoisatoda.com/2015/08/10/reflexoes-sobre-feminismo-radical-e-transfobia/
                http://blogueirasnegras.org/2014/07/21/por-quais-mulheres-o-feminismo-radical-luta/
                https://www.google.com.br/amp/www.naomekahlo.com/single-post/2014/11/17/Feminismo-e-Transfobia%3F_amp_%3Dtrue

                • Esta resposta foi modificada 3 meses, 4 semanas atrás por  QueerNeko.
                #3099 Quote

                [email protected]

                  Participante

                  Mesmo assim, ele não foi criado por pessoas transfobicas e sexistas e não diz nada contra pessoas trans e os homens, quem odeiam as pessoas trans e os homens são uma parcela que só sujam a reputação do movimento com intrigas. Aliás os criadores do movimento tem vergonha do rumo sexista e transfobico que ele tomou.

                  Por mais que uma parcela do movimento odeie gente trans e homens, não significa que o movimento é contra esta gente… Estas pessoas transfobicas e sexistas usam o movimento como desculpa pra disfarçar a opinião de ódio delas.

                  E tipo, a grande maioria dos movimentos sociais não são interseccionais, vc tem gente trans homofobica e gays transfobicos, por exemplo, dentro do movimento lgbt+.

                  #3100 Quote

                  QueerNeko
                  • a/ela/a
                  • e/elu/e

                  Mestre

                  @human Uh… Você leu o que eu postei? O meu argumento e prova foi justamente que os criadores do movimento são transfóbicos. Sheila Jeffreys, Germaine Greer, Janice Raymond, Julie Bindel, Robert Jensen e Valeria Solanas são pessoas influentes que criaram o movimento que conhecemos hoje. São pessoas que pregaram o extermínio de pessoas, que junto com grupos cristãos tentaram criar leis transfóbicas e é muito comum você encontrar casos onde se unem com cristãos para acabar com direitos de pessoas trans. E é irônico e triste ver o feminismo radical se unindo com o próprio patriarcado quando querem atacar o direito de pessoas trans.

                  “Eu odeio o pecado, não o pecador”, disse o cristão homofóbico e transfóbico. “Eu odeio gênero/transgenderismo, não pessoas trans” disse a feminista radical transfóbica.

                  Se você tem alguma prova nova de que a maioria das pessoas mais influentes do movimento não são transfóbicos, porque você não posta. Caso contrário não vejo necessidade de ficar argumentando a sua retórica, já que não estamos discutindo pra ver quem ganha o debate.

                  • Esta resposta foi modificada 3 meses, 4 semanas atrás por  QueerNeko.
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